quarta-feira, dezembro 17, 2008

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Deixei meu filho entregue às traças.
Abastados acontecimentos têm possuído o meu tempo de uma maneira tal, que ações prazerosas não mais condizem com o meu status vivente. Entram aqui um par de aspas evocando ironia.

Hoje, aos dezessete dias do mês de Dezembro, dei-me folga. Folga do tempo, das obrigações, das desobrigações, do trabalho, da rotina...férias. Dois mil e oito terminando (ou não), algumas reflexões, muito amadurecimento e pulseiras. Sim, pulseiras. Andei refletindo acerca delas, da imensa quantidade que possuo - IMENSA, acredite - e que perco muitas. Esse ano não foi diferente, não, na verdade foi. Percebi quantas pulseiras perdia só por não ter paciência em desatar os nós. Arrancava-as à força ou simplesmente cortava sem me preocupar com a reutilização delas. E perdi muitas pulseiras ao longo da minha existência. E é assim mesmo que funciona a vida: uma perda atrás da outra, só porque não tenho coragem, tão pouco paciência para enfrentar os meus problemas, para desatar os nós.

Dois mil e nove não será diferente, não vou prometer mudança alguma. Só vou limar qualquer objeto cortante da minha vida. Acho que já está mais do que na hora de encarar os fatos, já passou do tempo de desatar meus nós à punho.

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