Tenho trabalhado tanto, amado tanto e vivido tão pouco.
Não sei se essa relação amor x trabalho deveria funcionar de maneira sadia, sadia do tipo: "Eu trabalho, amo e sou feliz demais, meu querido!". Eu não sou feliz. Mas sorrio, olha que bacana. De todo modo, não me vejo digna de pena ou coisa parecida. Acho de uma dignidade ímpar assumir que sou infeliz quasempre. Sem contar que é elegante demais — deixa eu dizer que sou feliz contigo, mas de um jeito diferente. Do nosso, não do meu.
(...) Enfim, eu sofro e o maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido. Então estou no lucro.
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