segunda-feira, novembro 14, 2011

[257]

Mais de um ano depois, aqui estamos outra vez. Novidades? Muitas. Então segue o post de número 257, sem muitas explicações.

A vida.

Mais da metade das oportunidades que eu tive de acusar certamente foram direcionadas a quem menos tinha culpa. Sim, eu não sou o primeiro ser humano a agir assim, tão pouco serei o último. É comum fugir da culpa quando não sabemos de verdade que a mentira na realidade parte da vidinha patética que você vive. Nesse caso, que eu vivo.

Tenho 26 anos e poucas realizações. Reclamo de tudo, culpo todos à minha volta e minha consciência não pesa nem de longe. Não sou feliz, sei porque, mesmo assim fujo da obrigação que supostamente deveria haver entre eu e o rumo que dou à minha vida. Fiz péssimas escolhas, continuo fazendo-as e nesse exato momento você pode me chamar de imbecil porque sou consciente do meu próprio declínio. Há aproximadamente duas semanas minhas escolhas foram revertidas em ações, ações estas que me renderam uma crise de nervos, nenhuma oportunidade de argumentação e uma leve piora na minha gastrite anteriormente crônica. Tudo tem um preço, não? Pago o meu com estresse, falta de amor próprio e hibernação excessivas.

Há aproximadamente duas semanas também tenho ouvido que “não adianta ficar assim”, “sua situação não vai melhorar com esse tipo de atitude”, “não pense nisso”. Sinceramente, será que eles acreditam de verdade que esse tipo de ‘conselho’ funciona comigo? Não me conhecem. Bem, nem eu mesma me conheço, mas isso não vem ao caso também. Tão pouco interessa o fato de que não tenho pretensão de ser clara e que ninguém tem obrigação de me aceitar dessa maneira. A ferida está aberta e pulsando. Verbalizar é só umas das formas de tentar pausar essa dor, por favor entenda.


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