Eu morro de medo.
E eu sei que você também.
Acho que o que mais me apavora é que pela primeira vez eu não tenho respostas. Eu sempre tinha, sempre inventada, sempre burlava a dúvida, de uma maneira ou de outra. Mas com você...ah! com você muitas vezes nem sei quais são as perguntas.
Fica complicado essa falta de "simetria", esse desajuste que insiste em mostrar quão diferentes nós somos. E ser diferente é uma coisa boa, por que com a gente não funciona assim?
Você me leva à extremos, da alegria à raiva em milésimos de segundos. Eu perco o meu controle só em tentar lhe entender — Será esse o meu erro? Tentar lhe entender? — Eu digo que tenho os meus limites, mas no fundo as coisas não funcionam assim. Tenho uma maldita flexibilidade dentro de mim e muitas vezes é derrotivo me enxergar tão fraca a ponto de.
E a paciência? Considerada por muitos uma virtude, tem sido meu pior pesadelo. Essa coisa de paciência não existe, sentimentos sim. Eu choro por sentir sua falta, mas sempre continuo bem para sorrir. Eu penso em você todo dia e houve um tempo em que não via clareza em muita coisa, confesso. Mas você acalmou minha mente e toda dúvida foi dissipada, dando lugar à uma única certeza.
Eu não sei o que fazer, não sei mais o que falar, tão pouco em que pensar. Não vejo fundamento em uma porção de coisas e nem tenho certeza se elas deveriam ter algum. Eu sou boba. Penso coisas bobas. Eu me desmancho na sua frente e seria bem mais fácil se você esquecesse a complexidade da vida e desse valor àquela cara de idiota que só aparece quando eu vejo você. Mas se você não dá valor, pelo menos me diga. Arranca de mim esse mistério infeliz e diminui um pouco a minha dor.
Também não sei se tem solução. Talvez essa coisa de trilhar o mesmo caminho ajude um pouco, não sei. Mas se realmente for isso, atente-se ao momento em que eu lhe disser: "Não se desvie de mim". Desce do pedestal, deixa teu medo de lado. Esquece o que ficou mal resolvido, não permita que mais um "mal resolvido" seja acrescido à sua vida. Vamos nos nivelar, chegar à um denominador comum, ou pelo menos encontrar alguma resposta.
É um desabafo, eu sei. Sei também que posso lhe mostrar muita coisa...posso lhe fazer feliz. Mas não posso fazer isso com você aí em cima e não vou forçar a sua descida. Então você escolhe. Pode parecer difícil, mas é assim mesmo, a vida sempre haverá de ser uma escolha, cedo ou tarde. Só não se esqueça de um importante detalhe: Ao se pretender um caminho, outro terá de ser deixado.
E isto não tem volta.
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