quarta-feira, julho 30, 2008

[66]

Ao 29 de Julho de 2008.

É de comum conhecimento que a leitura torna o homem completo, a conversação torna-o ágil, e o escrever dá-lhe precisão. Faço da poesia o grito sufocado, e de insanas palavras, a liberdade da minha razão.

_


Se a loucura assombra a moralidade,
O que direis da lúcida ambição?
É mais fácil prender-se à impunidade,
Do que lançar-se a própria opinião.

Renego uma hipócrita realidade,
Fruto da eterna subordinação,
Pois no âmago da minha insanidade,
Não há farpas de martírio e escravidão.

Desta fúnebre vontade contida,
Cresce a amargura do meu mundo imenso,
Posto que a chama d'alma corrompida,
Respinga gotas de sangue no lenço.

E se a razão é o limite da vida,
Desejo antes minha falta de senso.

Nenhum comentário: