É de comum conhecimento que a leitura torna o homem completo, a conversação torna-o ágil, e o escrever dá-lhe precisão. Faço da poesia o grito sufocado, e de insanas palavras, a liberdade da minha razão.
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Se a loucura assombra a moralidade,
O que direis da lúcida ambição?
É mais fácil prender-se à impunidade,
Do que lançar-se a própria opinião.
Renego uma hipócrita realidade,
Fruto da eterna subordinação,
Pois no âmago da minha insanidade,
Não há farpas de martírio e escravidão.
Desta fúnebre vontade contida,
Cresce a amargura do meu mundo imenso,
Posto que a chama d'alma corrompida,
Respinga gotas de sangue no lenço.
E se a razão é o limite da vida,
Desejo antes minha falta de senso.
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