Passei metade do meu Dia dos Pais no hospital, por causa do meu avô. Voltei tão sensível quanto uma taça de vidro à mercê de gigantescas ondas sonoras. Acho que foram os ínfimos 4 metros que separavam a morte da vida.
Enquanto andava no corredor da semi-intensiva e sentia que ali só eu respirava todo o meu oxigênio em plenos pulmões, a menos de 5 metros estava o corredor da maternidade. Berçários, sala de obstetrícia, apartamentos com plaquinhas alegres com o nome do bebê...era a vida que estava ali e podia ser perfeito, se a morte não estivesse tão perto. Mas a morte está sempre tão perto...e eu, sempre e cada vez mais EMO...
A noite chegou - ela nunca foi - e eu retornei à minha casa. Entrei, tirei a roupa e coloquei Legião pra tocar. Fez-se ouvir por breves minutos:
“Quero colo...” - Conclui: Renato era sábio, rei.
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Breves diálogos emiessiênicos.
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