1º de Novembro de 2008.
Como estou contente de ter partido! Ah, meu amigo, o que é o coração humano. Deixar-te, a ti que eu tanto amo, de quem eu era inseparável, e estar contente! Momentos, breves momentos da nossa história. Deus sabe por que eles são feitos assim! Se ocupar com tanta assiduidade da fantasia, chamar de volta a lembrança dos males passados, ao invés de tornar o presente suportável...
Fora a falta que já sinto de ti, de resto estou me sentindo muito bem por aqui. Bebendo até a última gota os males que o destino me reserva e gozando o presente e o passado, que será passado pra mim. É claro, caríssimo, que tu tinhas razão: as minhas dores seriam menos agudas se trilhasse a emoção, mas é de razão que vivo e dela morrerei.
Impreenchidas saudades. Mais da gente, do que de você.
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